Em algum momento todos nós já ouvimos o termo “Alienação Parental”, que são os atos que desencadeiam a desmoralização da figura do “ALIENADO” pelo “ALIENADOR”, apresentada a “VÍTIMA”.

A vítima pode ser uma criança ou adolescente, que sofre com a imagem negativa e distorcida em relação a alguém, provocada por uma figura de autoridade em sua vida, como seus responsáveis.

Já a Síndrome da Alienação Parental (SAP) é justamente os efeitos que o ato da “Alienação Parental”, apresentará ao longo dessa devastadora prática. Neste caso, a síndrome  refere-se aos sintomas que a criança sofrerá em decorrência das relações emocionais deturpadas. 

Para que fique claro: a Alienação Parental não se confunde com a Síndrome da Alienação Parental, pois a primeira enquanto significa, por exemplo, um pai sendo afastado de um filho por meio de práticas do titular da guarda da criança, a SAP diz respeito às questões emocionais, danos e sequelas que a criança desenvolverá.

Consequências emocionais na criança 

Casos mais frequentes da Síndrome da Alienação Parental estão associados a situações onde há ruptura da vida conjugal, ou seja, separação dos pais. Nesses casos, um dos genitores tem uma tendência vingativa muito grande, despertando sentimentos de destruição do afeto que o filho pode ter pelo genitor/vítima desta prática.

Em razão da perda de um contato, que antes se apresentava como um grande referencial, a criança pode sofrer com um efeito comparado com a morte de um de seus pais, avós, familiares mais próximos e amigos, gerando várias consequências negativas nela, o que possibilita o desenvolvimento de problemas psicológicos e até mesmo psiquiátricos. 

Seus efeitos são: Ansiedade, medo, isolamento, desordem emocional, insegurança, dupla personalidade, comportamento hostil, depressão, dificuldades no âmbito escolar, rejeição, irregularidades hormonais, surtos, entre outros. O usos de drogas e álcool na fase jovem, também são apontados com sintomas de ligação direta com a síndrome.

Crianças que sofrem com a Alienação Parental se mostram com quebra de personalidade e transtornos comportamentais, afetando diretamente em seu desenvolvimento e construção social. 

Síndrome da Alienação Parental e a Hipnose Ericksoniana

Tudo o que falamos para uma criança, entra diretamente para a mente não consciente dela, criando uma programação. Quando um dos pais critica o outro perto dos filhos ou para eles constantemente, faz com que a criança acredite e aceite como verdadeiras as percepções que lhe foram implantadas.

Dentro da Hipnose Ericksoniana, entendemos que ninguém nasce com o problema, mas que este, surge através de alguns condicionamentos, traumas, inseguranças etc, e por isso, tem como ser solucionado com o poder da mente inconsciente. 

A infância é uma fase cheia de descobertas, curiosidades, dúvidas e incertezas. Nossas primeiras memórias e programações da mente começam na gestação, já que desde de lá vivenciamos nossas experiências iniciais no mundo.

A filosofia de Erickson é capaz de melhorar a qualidade de vida das crianças e adolescentes, pois cuidar da mente na infância possibilita que as crianças se tornem adultos mais equilibrados, que conseguem lidar melhor com traumas e sofrimentos. 

No tratamento da Síndrome da Alienação Parental, o hipnoterapeuta utiliza o imaginário da criança. Os problemas emocionais podem ser tratados com metáforas ao imaginar, assim, pode haver transe e a reprogramação das experiências indesejáveis, como o sentimento de luto e perda do parente ao qual foi alienado, como também a cura dos sentimentos de raiva, tristeza profunda e medo. 

A Hipnose Ericksoniana para crianças é eficaz no tratamento da SAP, hiperatividade, mudança de comportamento indesejado, medos, fobias e estresses infantis, além de melhorar o vínculo delas com outras pessoas. Esse método é considerado simples e pouco invasivo,  indicado para crianças a partir dos 3 anos de idade. 

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