Teoria do Apego

O conceito da Teoria do Apego surgiu a partir do estudo do vínculo desenvolvido por recém-nascidos com as suas mães e outros cuidadores. Quem deu início a esses estudos foi o psiquiatra e psicanalista John Bowlby, que esteve em contato com crianças órfãs e sem lar que apresentavam muitas dificuldades após a Segunda Guerra Mundial. Ao procurar entender melhor como os vínculos entre mãe e filho eram desenvolvidos, por que eles importavam e como eles se comportavam, Bowlby desenvolveu a Teoria do Apego. Essa teoria, posteriormente, foi enriquecida e esclarecida com os estudos da psicanalista Mary Ainsworth.

Dentro da teoria, apego significa um vínculo afetivo ou ligação entre um indivíduo e uma figura de apego (comumente um cuidador). Estes laços podem ser recíprocos entre dois adultos, mas entre uma criança e um cuidador são baseados nas necessidades de segurança e proteção da criança, fundamentais na infância. A teoria propõe que crianças se apegam instintivamente a quem cuide delas, com a finalidade de sobreviver, incluindo o desenvolvimento físico, social e emocional.

Teoria do Apego em adultos

A teoria do apego foi estendida aos relacionamentos adultos no final da década de 1980. Seguindo os estudos de Bowbly e Ainsworth, os psicanalistas Cindy Hazan e Phillip Shaver aplicaram a teoria do apego a relacionamentos românticos adultos. Hazan e Shaver notaram que as interações entre parceiros românticos adultos compartilhavam similaridades com as interações entre crianças e cuidadores. A afirmação não é que estes dois tipos de relacionamentos são idênticos, mas, sim, que os princípios fundamentais da teoria do apego aplicam-se a ambos.

Foi possível perceber que existem padrões de vínculo que os adultos criam com outros adultos. Esses padrões costumam ser categorizados em quatro principais estilos de apego: Apego Seguro; Apego Evitante; Apego Ambivalente; Apego Desorganizado.

Pessoas com Apego Seguro tendem a ter opiniões positivas sobre si mesmas e sobre seus parceiros. Elas tendem, também, a ter opiniões positivas sobre seus relacionamentos. Muitas vezes elas relatam maior satisfação e harmonia em seus relacionamentos do que pessoas com outros estilos de apego. Pessoas seguramente apegadas sentem-se confortáveis tanto com a intimidade quanto com a independência.

Pessoas com um estilo de Apego Evitante desejam um alto nível de independência. O desejo de independência, frequentemente, aparece como uma tentativa de evitar completamente o apego. Eles veem a si mesmos como auto-suficientes e invulneráveis a sentimentos associados com estarem intimamente ligados a outros. Eles muitas vezes negam necessitar de relações íntimas.

Pessoas de Apego Ambivalente buscam por altos níveis de intimidade, aprovação, e receptividade de seus parceiros. Elas, muitas vezes, valorizam a intimidade a tal ponto que se tornam excessivamente dependentes de seus parceiros. Elas, frequentemente, duvidam de seu valor como parceiras e culpam-se pela falta de receptividade de seus parceiros.

Por fim, pessoas com Apego Desorganizado têm sentimentos mistos sobre relacionamentos íntimos. Por um lado, elas desejam ter relações emocionalmente íntimas. Por outro lado, elas tendem a se sentir desconfortáveis com a intimidade emocional. Estes sentimentos mistos são combinados com, às vezes inconscientemente, opiniões negativas sobre si mesmas e seus parceiros. Elas geralmente veem a si mesmas como indignas da receptividade de seus parceiros, e não confiam nas intenções deles.

Um Passo Além do Coaching

Entender a Teoria do Apego, tanto no que se aplica aos recém-nascidos, quanto no que se aplica aos adultos, ajuda o profissional de coaching a exercer um trabalho melhor. Por conta disso, no treinamento “Um Passo Além do Coaching” desenvolvido por Stephen Paul Adler, PhD em Psicologia e Pós-doutor em Estresse pós-traumático, o estudo da Teoria do Apego se dá logo no primeiro módulo.