No artigo de hoje vamos falar do último princípio ericksoniano. 

Milton Erickson dizia que há poder no intercâmbio da vulnerabilidade. A palavra “intercâmbio” significa troca ou permuta e a palavra “vulnerabilidade” tem sua origem etimológica no latim “vulnerabilis”, que significa “o que pode ser ferido” ou “o que pode ser atacado”.

Estar realmente conectado com as outras pessoas, possibilita a quebra de qualquer resistência. Para nossos machucados, nada melhor que nossos próprios remédios. E é por isso que, nas soluções vindas pelo próprio paciente está a verdadeira resolução de problemas. 

Na terapia, momentos criativos são preciosas aberturas para a sequência de aceitação e para a transferência positiva. Os hipnoterapeutas permitem a si mesmos abrirem-se para esses momentos e ser, talvez, igualmente vulneráveis, enquanto oferecem algumas tentativas de sugestões terapêuticas. 

O terapeuta ao se permitir ser autêntico, proporciona uma relação de ajuda que enfatiza o relacionamento terapêutico em si como uma experiência de crescimento, um momento criativo e propício para as sugestões positivas.

É estabelecida uma conexão entre a mente inconsciente do terapeuta e do paciente, ambas cooperam para a formação de um campo relacional unificado, no qual o paciente se sente aceito e compreendido.

Ao colocar-se diante do paciente com expectativa e simplicidade, colabora para criar um contexto favorável em que ele se abre para reconhecer seus potenciais e recursos internos, assumindo para si a responsabilidade sobre seu próprio crescimento e desenvolvimento.

O conhecimento auto aprendido num momento de cocriação possibilita ao paciente realizar todo o processo de cura utilizando seu próprio sistema e devolve-lhe a autonomia e o poder para as mudanças.

Com a conexão de vulnerabilidade e autenticidade é possível acompanhar e conduzir o paciente para ampliar seu aprendizado, passando de uma percepção para uma nova perspectiva das questões apresentadas.

Milton Erickson dizia que uma boa sessão terapêutica é aquela em que o cliente sai mais empoderado de seus recursos e com a impressão de que o terapeuta está menos empoderado.

Mais consciente e confiante de suas potencialidades, o cliente poderá encontrar soluções criativas, ou quem sabe, até majestosas, para o que quer que se apresente.

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