Se você deseja conhecer uma terapia que auxilia — com tempo e objetivo definidos — o paciente a sair de uma crise emocional aguda, a psicoterapia breve pode ser o que está buscando.

No post de hoje, você vai saber mais sobre esse tratamento que tem ganhado cada vez mais espaço em consultórios particulares e planos de saúde. Mais do que isso: que tem permitido o acesso a pacientes que, antes, não tinham tempo e condições financeiras de fazer um acompanhamento psicológico.

E aí, ficou interessado em saber mais? Então continue lendo e confira!

O que é psicoterapia breve

Como dissemos, se trata de um tipo de tratamento psicológico que tem foco e tempo determinados.

A atenção deve recair sobre uma queixa específica do paciente, que será trabalhada após uma análise do seu quadro. Para isso, já nas primeiras consultas é definido um foco, bem como as estratégias para alcançá-lo.

Nesse sentido, a psicoterapia breve se divide em três modalidades:

1. Estrutural ou de impulso

Nessa modalidade são utilizadas entrevistas e testes psicológicos, com a finalidade de elaborar um diagnóstico de conflito primário associado ao problema principal do paciente. Baseado nisso, será feito um trabalho terapêutico com duração e finalidade determinadas.

2. Relacional

Já nesse caso, preocupa-se menos com a técnica, com o tempo e com critérios, dando mais importância ao momento presente e à experiência particular do paciente.

3. Integrativo ou eclético

Por fim, nessa modalidade o psicoterapeuta utiliza vários recursos, que, posteriormente, serão analisados e adaptados à situação atual do paciente. O foco, de toda forma, sempre será a necessidade do paciente.

Como funciona a psicoterapia breve

Nessa abordagem, a figura do psicoterapeuta é bem diferente do que é visto na psicanálise. Enquanto, nessa, a postura é mais neutra e passiva, na psicoterapia breve o especialista se expressa mais, assumindo uma postura mais ativa e com maior número de intervenções.

Basicamente, a pessoa vai ao consultório, explica por que está procurando ajuda psicológica e diz qual questão deseja trabalhar. Em seguida, acerta com o profissional o número de sessões e o problema específico que será discutido.

Diante disso, uma dos motivos que levam a essa conduta é o incentivo de atividades entre as consultas que visam desenvolver uma certa força para lidar com as questões emocionais. No geral, o tratamento possui três fases:

1. Inicial

O psicoterapeuta faz uma avaliação curta, cuja finalidade é identificar a real situação do paciente e o meio em que ele está inserido. Ainda nessa fase é elaborado um planejamento terapêutico com a queixa a ser trabalhada, bem como o objetivo a ser atingido e as estratégias de tratamento.

2. Medial

Aqui serão colocadas em prática as estratégias estabelecidas na primeira fase. Se for necessário, o especialista fará adaptações de acordo com o progresso da terapêutica, e também uma revisão sobre o trabalho até o momento.

3. Final ou terminal

Já nessa etapa, o paciente e o psicoterapeuta caminham para a finalização do processo, analisando o trabalho já realizado. Além disso, é realizado um estudo dos objetivos alcançados e daqueles que se mantiveram até o fim da terapia.

Quantas sessões são necessárias

Como o nome sugere, nessa modalidade o tempo é mais reduzido. Assim, o especialista foca em um problema ou questão particular, e utiliza técnicas específicas para atingir o objetivo predeterminado. Ainda assim, isso não significa que o tratamento seja insuficiente.

Apesar de ser uma terapia breve, ela não exige pressa. Pelo contrário: ela permite que profissional e paciente trabalhem juntos, com foco na resolução de crises pontuais. E também é muito eficaz na identificação de padrões de personalidade arraigados, que devem ser tratados de forma mais profunda.

Nesse sentido, o número de sessões é variável, pois vai depender de cada caso. Em média, é recomendado uma sessão por semana, durante um período de seis meses. E, se o tempo não for suficiente, pode ser reavaliada a necessidade de fazer mais algumas sessões ou encaminhar o paciente para uma abordagem prolongada.

A quem se destina

De forma geral, a psicoterapia breve é indicada às pessoas que precisam de um atendimento mais focalizado na sua problemática atual. Por se tratar de uma modalidade com duração reduzida, ela é mais acessível financeiramente — principalmente pelo espaço que vem ganhando nos planos de saúde.

Assim, pacientes com queixas como depressão, pessimismo, dores psicossomáticas, falta de iniciativa, distúrbios de sono, sentimentos de impotência e desesperança, dentre outros sintomas, podem se beneficiar bastante com o tratamento.

O uso da Hipnose Ericksoniana

A hipnose Ericksoniana — também chamada de hipnose moderna — é muito utilizada na psicoterapia breve. Com ela, o paciente consegue acessar informações no seu cérebro que podem ajudá-lo a controlar suas emoções, e utilizar seus próprios poderes internos para enfrentar seus conflitos.

Infelizmente, existem muitos pensamentos equivocados sobre a hipnose. Sabemos que, quando se fala no assunto, ideias como perda da consciência e controle de outras pessoas são muito comuns. Mas isso não passa de mito, pois a hipnoterapia é uma técnica segura e comprovadamente eficaz.

E a hipnose se baseia em princípios que se adaptam bem às estratégias usadas nas psicoterapias breves. Dentre eles, podemos destacar aquele que diz que “cada pessoa cria seu próprio processo de cura” e que “se trabalhado com as ferramentas corretas, todo problema tem solução”.

Como a terapia breve aborda exatamente isso, a hipnose surge como uma das estratégias extremamente eficazes para os pacientes. Vale ressaltar, inclusive, que durante o transe hipnótico ericksoniano o paciente permanece desperto, e participando do próprio processo.

Dentre os inúmeros quadros e problemas que se pode tratar aliando a hipnose à psicoterapia breve, podemos destacar:

  • tratamento de fobias e medos;

  • controle da dor;

  • alívio pós-traumático.

  • controle de hábitos;

  • tratamento de estresse;

  • queixas psicossomáticas;

  • aumento da confiança;

  • depressão;

  • problemas interpessoais;

  • compulsões;

  • ansiedade;

  • baixa autoestima;

  • dependência emocional.

Contudo, é preciso ressaltar que a hipnose só deve ser aplicada por profissionais experientes, devidamente registrados e com formação na área. Além disso, é preferível que eles estejam trabalhando na área da sua especialidade.

Enfim, como vimos, esse breve e prático processo terapêutico pode mesmo ser muito eficaz. Combinando a determinação do paciente em vencer limitações com técnicas eficientes e específicas, é possível desprogramar memórias e emoções negativas, permitindo uma vida mais feliz.

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