O coaching vem sendo utilizado por empresas e profissionais como ferramenta para melhorias de desempenho. Esse processo conta com o orientador (o coach) e a pessoa que busca orientação (o coachee).

Excelentes resultados são alcançados pela prática do autoconhecimento e pela compreensão sobre a maneira como as pessoas enxergam o comportamento do coachee.

Sabemos que a conduta é governada mais por processos inconscientes do que pelos conscientes. Sendo assim, acessar a mente do orientado, conhecendo seus medos, anseios, traumas antigos e frustrações, pode ser tarefa árdua e delicada. E se o coach não conseguir se colocar no lugar do cliente, isso jamais será possível.

Um profissional que busca ajuda de outro, mesmo sabendo que precisa dela, pode enfrentar dificuldades em se abrir e expor aspectos de sua personalidade e seu comportamento.

Como orientar alguém, se não conseguimos nos “conectar” com a pessoa? Como gerar essa conexão?

A empatia no coaching abre caminhos para construir uma ponte que permite acesso ao interior do coachee, possibilitando a identificação e o entendimento das situações que formaram a pessoa que ele é hoje.

Vamos entender como criar empatia e acessar a mente do cliente, gerando conexão com os aspectos de seu comportamento para, então, alcançar o que profissionais da área chamam de rapport? Confira a seguir:

O que é rapport?

Palavra derivada do idioma francês, rapport define um estado em que orientador e orientado criam um campo relacional, que gera estreita afinidade e sintonia.

Mais do que se colocar no lugar do outro, esse estado permite que o coach compreenda o comportamento do coachee, e este, por meio da identificação com o mentor, encontre segurança em expor os meandros do seu comportamento, sabendo que será perfeitamente entendido.

É o início de uma relação de confiança — requisito essencial para que o processo seja eficaz. A partir daí, o coachee se sentirá compreendido e em sintonia com seu orientador.

Como gerar empatia no coaching?

O começo da empatia se dá quando o coach demonstra interesse genuíno pelo orientado. A sinergia acontecerá automaticamente, pois a necessidade de ajuda de um, aliada ao interesse sincero do outro, fará a conexão.

A partir daí, o coach começa a conhecer e entender as reações de seu coachee. E, com a percepção necessária, vai separar quais atitudes são motivadas por situações presentes no inconsciente, em especial aquelas para as quais não se consegue encontrar explicação.

Circunstâncias passadas podem ter causado distorções no comportamento do orientado, trazendo prejuízos à sua autoestima e autoconfiança. 

Por isso, para o tratamento dessas distorções, a utilização de técnicas de hipnose (especialmente a ericksoniana) permite acesso ao inconsciente, mantendo o paciente em estado de consciência.

Esse acesso faz com que a empatia no coaching evolua de tal forma que o orientador consiga compreender os sentimentos do seu cliente.

Por meio desse envolvimento, o coach tem a oportunidade de aumentar a frequência da comunicação, elevando os níveis de confiança e disponibilidade no seu orientado.

Essa é a chance de entender as mensagens do seu cliente, mesmo que nada seja dito.

Qual é o próximo passo?

As técnicas de coaching objetivam o autoconhecimento, de forma a aumentar a autoestima e a autoconfiança. Esses pilares são fundamentais na construção de um comportamento mais equilibrado e voltado para o ambiente que cerca o coachee.

Saber como seus colegas, pares e superiores o enxergam é um grande passo. Serão informações novas e ricas que constituirão um farto material de trabalho para o coach.

Desse ponto em diante, o orientador deve estimular seu cliente a trabalhar as mudanças de comportamento, por meio de diretrizes fundamentadas, mas sempre deixando a decisão de mudança com o coachee.

Por melhor que seja a identificação com o coach, a tomada de decisão deve partir do cliente, pois é preciso que haja comprometimento de ambas as partes para se obter êxito.

Contornando obstáculos

Algumas dificuldades podem surgir no meio do processo. Situações constrangedoras e de difícil recordação eventualmente se apresentam como barreiras aparentemente intransponíveis.

Mas sabemos que nenhum obstáculo é irremovível — precisamos, sim, encontrar fundamentos para trabalhá-lo na base. Como analogia, independentemente da altura, os alicerces continuarão sendo seu ponto fraco.

Entretanto, o coaching pode levar somente até determinada profundidade. Em alguns momentos, serão necessárias ferramentas de maior alcance, profundidade e minuciosidade.

Hipnose ericksoniana

Já mencionamos uma técnica parceira e evolutiva do método, a hipnose ericksoniana. Psicólogos e profissionais de coaching e outras áreas vêm utilizando as práticas ericksonianas para acessar o inconsciente.

Uma vez criada a empatia, é hora de construir um campo relacional, que consiste em um ambiente acolhedor, desprovido de preconceitos e baseado na comunicação tranquila. Nele, o cliente encontrará respostas dentro do próprio inconsciente, que permitem realizar as mudanças necessárias de comportamento.

Não existe resistência quando o próprio paciente encontra as respostas. O que o profissional de hipnose faz é conduzi-lo por seu inconsciente, para detectar o que precisa ser trabalhado e como fazê-lo.

Se, por exemplo, maus hábitos forem um problema, os fatos geradores serão encontrados no inconsciente. E é lá que devem ser trabalhados.

Uma abordagem dessa área, realizada de forma tranquila e desprovida de preconceitos, permite revelar problemas presentes sem que estes se apresentem como defeitos ou falhas, mas sim situações que possam ser trabalhadas.

Enquanto o coaching atua com problemas detectáveis, a hipnose ericksoniana capta o universo pleno do comportamento por meio do inconsciente. Por esse motivo, as técnicas de coaching encontram respaldo na ciência ericksoniana, com resultados medidos e comprovados.

Mudando conceitos

Pela profundidade do inconsciente, trabalhar na superfície certamente trará resultados, mas, para que sejam mais representativos e duradouros, deve-se aprofundar e orientar a única pessoa que poder chegar a tal nível: seu paciente.

Sob a orientação correta, o coachee será conduzido a mudar conceitos, criados por circunstâncias passadas, e alterar os reflexos no seu comportamento.

Você, como profissional responsável por orientar pessoas — tanto na vida pessoal como na profissional —, tem à sua frente a possibilidade de ousar e se posicionar diante do mercado, oferecendo um serviço especializado, capaz de provocar mudanças profundas e duradouras.

A empatia no coaching é resultado de um processo lento e meticuloso. É preciso aproveitar o acesso ao cliente para gerar mudanças que vão transformar não apenas seu comportamento, mas sua carreira e sua vida pessoal.

Se você está em busca de resultados consistentes e transformadores, que tal dar um passo além do coaching?