Quando falo de visão sobre hipnose ericksoniana, não é difícil relacionar sobre uma experiência que tive certa vez em um consultório médico. Era o terceiro mês que eu havia voltado a clínica com dores horríveis no estômago sem que o último medicamento prescrito fizesse o efeito desejado.

 

Não sabia mais o que pensar ou fazer, havia realizado todos os exames exigidos, e todos mostravam-se regularizados, imaginar o pior era inevitável. Em nossa conversa, a dinâmica era sempre a mesma, uma série de perguntas que se intercalavam de anotações, e seguiam-se de um novo medicamento ou mais um exame.

 

Em minha última visita, resolvi trazer uma pergunta que lhe arrancou um olhar sério e de desprezo: “Dr. não será possível que o estresse seja a causa destas dores?”. Como terapeuta, sempre fui tendencioso a holística, e após o tratamento do respectivo médico não ter feito efeito, a opção se tornou ainda mais relevante ao meu ver, afinal eu vinha trabalhando mais do que o usual.

 

O que recebi em resposta foi um sermão sobre como as novas gerações de profissionais acreditam que tudo é resolvido com uma boa alimentação ou na clínica de psicologia,  deixando de lado a infalível medicina tradicional, e encerrou a consulta com mais uma prescrição. As palavras do médico me fizeram pensar em meus próprios discursos, e retornei para casa com duas decisões em mente.

 

Um discurso cético e transformador  

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Todas as vezes que alguém me apresentava alguma visão sobre hipnose ericksoniana de forma positiva, meu discurso era bem similar ao do médico citado na história, assim como outros cursos similares na área. Aquele dia me dei conta de que – assim como o médico – eu estava limitando o meu conhecimento, por um ceticismo vão e prejudicial a minha carreira.

 

Em minha visão, era óbvio que qualquer médico iria ser aberto a importância do balanço alimentar, assim como o fato de que o estado emocional pode transformar-se em sintomas físicos. Mas após o seu discurso surpresa, eu entendi como o tradicionalismo pode muitas vezes, fechar nossos olhos para métodos efetivos e inovadores.

 

Ainda existe o preconceito retrógrado na comunidade científica e acadêmica, que priva muitos profissionais de se abrirem a novas descobertas na área da terapia e da psicologia. E privando-se do conhecimento, acabam privando seus próprios pacientes de alcançarem a cura completa com meios ainda mais rápidos. Sem contar é claro, a perda de crescimento e reconhecimento do próprio consultório.

 

A visão sobre hipnose ericksoniana

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Sabemos que quanto maior variedade em tratamentos, maior a procura por parte dos pacientes. Podemos ver que tanto nacionalmente quanto internacionalmente, a expansão do conhecimento por todas as áreas de cura, é o que permitiu que a grande maioria dos reconhecidos consultórios alcançassem a posição reverenciada que possuem atualmente.

 

Naquele dia no consultório do médico, voltei para casa determinado a me permitir ler mais sobre a hipnose ericksoniana, – da qual eu possuía tanto medo – assim como outros cursos relacionados a minha área. Não me comprometi em me especializar, apenas entender esta área que vinha inovando o consultório de diversos colegas. Minha segunda decisão foi a de encontrar um novo médico, mais aberto a soluções atuais na medicina.

 

Hoje, indico à todos a “saírem da caverna” e começarem a desenvolver curiosidade sobre novos meios e processos de cura, pois eles tem trago grandes resultados e alegria tanto a mim quanto a meus pacientes. Têm sido uma jornada de realização a ambos os lados, e convido a todos a também darem este primeiro passo: http://www.actinstitute.org/curso-hipnose-ericksoniana/index.php

 

De um cético para um cético.