Segundo relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas com depressão aumentou 18,4% — hoje, isso corresponde a 322 milhões de indivíduos, ou 4,4% da população da Terra. 

O Brasil é considerado o país mais deprimido e ansioso da América Latina. A doença atinge 11,5 milhões de pessoas (5,8% da população), maior taxa entre os países do continente latino-americano. 

A depressão é uma doença psiquiátrica crônica e recorrente que produz alterações do humor caracterizada por uma tristeza profunda associada a sentimentos de desencanto, amargura, solidão, culpa, baixa autoestima e a distúrbios do sono e do apetite. A doença é silenciosa e pode atingir pessoas de qualquer idade ou classe social. 

Ela também influencia diretamente o comportamento do paciente e por isso é incompreendida por muitos da sociedade, que tratam o tema como “bobagem”. Mas, como qualquer outra doença precisa de tratamento adequado por meio de acompanhamento médico específico e ferramentas capazes de minimizar seus efeitos, a HIPNOSE ERICKSONIANA é uma delas. 

Nesse método o paciente aprende tanto a compreender o significado “do seu processo depressivo”, ou seja, os fatores implícitos presentes, assim como acessar recursos que auxiliem nas construções que aumentarão sua saúde psíquica.

A hipnose trabalha no paciente o resgate do controle da situação, é uma técnica natural que busca acelerar o processo de tratamento da doença. Usando processos internos, em transe, que possam ajudar o paciente a identificar as causas do desenvolvimento da doença.

Qual forma a hipnose pode te ajudar?

Buscando construir um vínculo que proporcione segurança e conforto ao paciente, através dos princípios e atitudes ericksonianas e, entendendo que as questões que iremos compartilhar não são fases, mas sim, áreas a serem transmitidas, por meio do método ericksoniano, iremos:

  1. Focalizar a atenção da pessoa, com qualidade em seu mundo interior

Na medida que o paciente se aprofunde na conexão com seu mundo interno, isso auxilia para que ele se dissocie do transe negativo que o estado depressivo gera, proporcionando uma abertura para acessar outros recursos que façam parte de sua história de vida ou novas respostas fortalecedoras que sua mente inconsciente encontra espaço para compartilhar.

  1. Dissociação e Aprendizagem dos modelos limitadores

Com o trabalho iremos aprendendo não mais nos afogar nas aprendizagens incompletas que são responsáveis pelos sintomas da depressão e vamos desenvolvendo habilidades para observá-las e aceitá-las, compreendendo os “temas” presentes nesses aspectos improdutivos e presentes em nosso mundo interior, conseguindo entender o funcionamento de tais zonas de desarmonia.

  1. Abertura, Processo e Resposta do Inconsciente

Paralelamente nos estados de transe as sugestões hipnóticas além de proporcionarem o aprofundamento no mundo interno e desconexão das aprendizagens incompletas (geradoras dos estados depressivos), também estimulam a resposta do inconsciente (conjunto de informações de perspectivas saudáveis e emoções fortalecedoras) que geram uma reestruturação das associações emocionais e crenças limitantes presentes nesses aspectos internos já citados. Assim como nos causadores dos estados emocionais, promovendo uma reestruturação psíquica e construindo um estado gradativo de fortalecimento e saúde interior.

  1. Confiança: 

Dentro da hipnose é necessário que exista confiança entre paciente e especialista, só assim é possível mergulhar na mente inconsciente sem qualquer restrição. É preciso estar aberto para desvendar as causas da depressão, confiando nas técnicas do hipnoterapeuta para que ambos encontrem as saídas juntos. 

A depressão tem cura e pode ser alcançada após uma longa viagem pela mente inconsciente.