Um hipnólogo, do qual podemos chamar de praticante, pode automaticamente gerar um “ambiente seguro ou campo relacional” usando as estratégias da abordagem ericksoniana de estimulação e liderança. Elas irão estabelecer um campo de escuta tranquilo, centrado no coração, não julgador e receptivo.

 

Ao co-criar com o ouvinte – ou seja, hipnotizado – um verdadeiro estado de ser, surge-se um espaço arquetípico. Sendo este o primeiro passo que move mutuamente praticante e ouvinte em direção a um lugar que podemos chamar de “campo do medo”. Os campos relacionais podem ser negativos, neutros ou positivos, dependendo da disposição do praticante.

 

Por exemplo: um chefe que é autoritário, ameaçador e exigente, obviamente cria um campo negativo. Um colega que é amistoso e às vezes apoiador tende a criar um campo neutro. Se, como ouvinte, somos atendidos com respeito, espaço, coração receptivo e um sentimento profundo de que é verdadeiramente seguro sermos nós mesmos, um campo positivo emergirá!

 

À medida que esse campo co-criado se instala, é ideal que o ouvinte esteja totalmente aberto. Quando o campo é aceito e incondicional, ele se converte em um campo que é transformacional. Este por vez, é a porta de entrada para a mais profunda sabedoria e compreensão, crescimento, cura e evolução. Cria um fluxo natural de empatia e compaixão que incita, regula os sistemas nervosos límbico e central e cura o sofrimento, ou seja, cura o ser por completo.

 

As condições de aceitação incondicional do eu e do outro em um praticante que está fundamentado e presente em cada e todo momento, permitem a transformação da mente e do corpo tanto dele mesmo, quanto do ouvinte.  Isso gera um campo relacional que é transformacional por sua própria natureza! Os níveis mais profundos de cura e crescimento ocorrem em um campo transformacional, que é às vezes referido como um “campo de medo”.

 

Grande Abraço,

Dr. Stephen Paul Adler