A hipnose é capaz de oferecer diversos benefícios e vantagens para quem usufrui dela. Porém, é preciso desmistificar a imagem sobrenatural que a hipnose ainda tem. Ela não deve ser vista com um show, porque se trata de uma técnica cientificamente comprovada.

Para extinguir as dúvidas sobre sua eficácia como terapia, listamos 10 motivos pelos quais a hipnose deve ser encarada com seriedade. Acompanhe:

1. O hipnoterapeuta não controla seu cliente

A sociedade desenvolveu um senso comum sobre a definição de hipnose, porém esse conceito está equivocado. Em razão daquilo que se vê no cinema e em programas de entretenimento, as pessoas acreditam que a hipnose consiste em um controle mental do hipnotizador sobre o hipnotizado.

Com isso, a ideia que se tem é de que aquele que é hipnotizado é controlado pelo hipnotizador, e que obedece a ele sem resistência. Mas a hipnose não acontece dessa forma e seu intuito não é o controle sobre o outro.

O hipnoterapeuta, profissional que utiliza a hipnose como opção de tratamento, guia seu cliente por meio de sugestões e estratégias para cocriar o ambiente onde a própria pessoa encontre em si as respostas que busca. Não há controle nem dominação. 

2. Não há situações constrangedoras

Os shows de hipnose precisam conter elementos que atraiam a atenção do público, porém, uma sessão de hipnose não se dá dessa maneira. A hipnose utilizada como forma de terapia não expõe as pessoas a nenhuma situação constrangedora.

O cliente não é forçado a assumir personalidades ou realizar ações bizarras, como esquecer o seu nome, ficar grudado à cadeira, esquecer um número, etc.

Ele será estimulado ao autoconhecimento, vai acessar informações que estão em sua mente, mas que não estão claras para ele. O hipnoterapeuta se conecta ao seu cliente e se utiliza de estratégias da Hipnose Ericksoniana para favorecer a busca por respostas no inconsciente do cliente.

3. O cliente não perde a consciência dos seus atos

O cliente não perde a sua consciência e participa ativamente da sessão de hipnose. Ele permanece num estado focado de atenção, ou seja, a sua percepção do mundo e também de si mesmo, nesse estado, é diferente de quando em seu estado normal.

A hipnose consegue ampliar os sentidos do cliente, e dessa forma, ele tem mais acesso à sua mente e também ao seu inconsciente, sem perder, no entanto, a consciência do que está acontecendo.

4. A hipnose auxilia no processo de autocura e autodescobrimento

Por meio da hipnose, uma pessoa consegue ter acesso a informações que estão presentes em seu cérebro, mas que no estado normal de atenção ela tem dificuldade ou encontra barreiras para acessar.

A sessão de hipnose favorece o acesso a essas informações ao mesmo tempo em que permite ao cliente controlar suas emoções, que podem ser provocadas por sentimentos, traumas e outras situações que estão contidas em seu inconsciente.

Assim, através da hipnose a pessoa passa a se conhecer melhor e também aos seus limites e às origens desses limites, dos medos e fobias. É dessa maneira que poderá traçar estratégias para controlar a si mesmo no dia a dia.

5. Não existem palavras mágicas que estimulem um transe repentino

Gatilhos mentais em forma de palavras-chave que vão estimular o transe não existem. Existe menos ainda que alguém entrará em transe novamente durante o dia a dia se um outro pronunciar uma vez mais essa palavra.

Para que a hipnose aconteça serão utilizadas técnicas pelo hipnoterapeuta vão estimular a mente do seu cliente a acessar informações profundas. Porém, esse é um processo gradativo, e não se dá num estalar de dedos.

O sucesso da sessão não depende de uma palavra mágica, mas da colaboração entre hipnoterapeuta e cliente para que a hipnose aconteça.

6. A hipnose não faz milagres

Mais uma crença sobre a hipnose é de que ela tem o poder de promover milagres. A “cura” não se dá em poucos minutos, e para vencer seus medos e suas barreiras inconscientes cada pessoa apresenta uma necessidade.

A hipnose é um tratamento breve, porém, não milagroso ou sobrenatural, e a sua duração, ou quantidade de sessões, varia para cada cliente. O hipnoterapeuta ajuda seu cliente co-criando um espaço onde ele encontrará a cura. Por isso, é um processo individualizado.

7. O hipnoterapeuta não é dotado de poderes paranormais

Turbante, terceiro olho, roupas extravagantes, entre outros apetrechos são estereótipos. O hipnoterapeuta, na verdade, é um profissional sério, um estudioso que se aperfeiçoou nessa área de conhecimento. 

A atuação do hipnoterapeuta é baseada em conceitos científicos, o “poder” que tem é o seu conhecimento, seu estudo e sua competência profissional. É preciso ter, também carinho, sensibilidade e respeito para conseguir perceber os problemas do outro e ajudá-lo.

Ter, ainda, a habilidade de se conectar ao cliente para que juntos possam cocriar o melhor ambiente para o processo de autodesenvolvimento e cura. Para isso, não precisa ter poderes paranormais, um sotaque singular ou uma personalidade misteriosa.

8. Pessoas que se deixam hipnotizar não são fracas ou manipuláveis

A hipnose não consiste em manipular a mente de uma pessoa, mas ajudar na criação de um ambiente onde possa permanecer em estado de atenção focada. Esse estado de atenção acontece durante o transe.

O transe não se trata de um controle sobre o outro, mas de um processo natural e biológico, que todos o seres humanos podem alcançar.

Por isso, é errado acreditar no senso comum, que vê a hipnose como o controle de uma mente fraca. Afinal, trata-se de um processo natural que é estimulado pelo hipnoterapeuta.

9. Diversos problemas e distúrbios psicológicos são superados através da hipnose

Como vem sendo tratado ao longo desse artigo, através da hipnose é possível acessar informações que estão na mente inconsciente do cliente. Com isso, ele consegue descobrir de onde vem, por exemplo, o seu medo de altura ou de falar em público.

Ao conhecer a situação que está desencadeando barreiras em si, o cliente pode, então, controlar ou aprender a lidar com esses sentimentos e sensações. É dessa maneira que ele mesmo promove sua cura.

10. A hipnose tem bases e comprovações científicas

A hipnose é uma técnica que está sendo estudada cientificamente desde o século XVIII. Embora ela tenha sido explorada como entretenimento, trata-se de uma técnica cientificamente comprovada como eficaz. Não pode ser vista como show, porque não o é.

Diversas personalidades importantes dedicaram-se ao seu estudo, como James Braid, Sigmund Freud, Aton Mesmer, James Esdaile e Milton Erickson, tendo sido esse último o criador da Hipnose Ericksoniana.

A hipnose pode ser empregada para tratar diversos tipos de problemas. O profissional que emprega a hipnose amplia as possibilidades de tratamento e abre novos caminhos para lidar com seus clientes.

Conhecer, estudar e empregar a hipnose pode ser uma forma mais eficiente de lidar com muitos casos, favorecendo o fortalecimento da mente das pessoas e seu autoconhecimento além de outras vantagens.

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